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06/25/2012 | Press release
distributed by noodls on 06/25/2012 07:48
O governo brasileiro firmou nesta sexta-feira (22), durante a Rio+20, um acordo com a Itália para promover a difusão da energia sustentável nos países em desenvolvimento. O acordo foi firmado pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio de Aguiar Patriota, e com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e o ministro italiano do Meio Ambiente, Conrado Clini.
Na quinta-feira (21), em cerimônia que contou com a presença do presidente da Nigéria, Goodluck Ebele Jonathan, Lobão também referendou um memorando de entendimento entre a Eletrobras e o Ministério de Negócios nigeriano, para a realização de estudos e projetos de geração e transmissão de energia elétrica naquele país africano. Participaram do evento o presidente da Eletrobras, José da Costa Neto, e o ministro de Negócios e Investimentos da Nigéria, Olusen Aganga.
Para o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, o Brasil é hoje um modelo na produção de energias a partir de fontes limpas e renováveis e na realização de um dos maiores programas sociais do mundo, o Luz Para Todos. Durante cerimônia em sua homenagem no âmbito da Rio+20, Banki-moon também elogiou os resultados apresentados pelo Grupo de Alto Nível em Energias Sustentáveis do país.
O secretário citou o trabalho do Ministério de Minas e Energia e destacou a importância da contribuição pessoal do ministro como integrante do Grupo de Alto Nível. Lobão foi convidado a integrar o grupo, em setembro do ano passado, pelo próprio Ban Ki-moon. O ministro respondeu afirmando que o Brasil "tem demonstrado liderança na transformação em direção às energias renováveis" e que "está orgulhoso de servir como modelo para economias em desenvolvimento. Estamos felizes em nos juntarmos à iniciativa do secretário-geral para promover energia sustentável para todos, em todo o mundo", acrescentou.
Energia renovável
O acordo com a Itália prevê iniciativas conjuntas para valorizar a competência das empresas italianas e brasileiras no setor de bioenergia e fontes de energia renováveis. Assim, as empresas italianas, consideradas entre as mais inovadoras do mundo neste setor, poderão beneficiar as brasileiras que investem nos países em desenvolvimento, como Moçambique, Etiópia e países da África Ocidental. O objetivo é estimular incentivar o desenvolvimento sustentável em regiões onde há uma importante presença de iniciativas empreendedoras do Brasil.
O ministro italiano Conrado Clini destacou, na ocasião, que as empresas brasileiras e italianas e brasileiras dos setores de energia sustentável estão entre as mais avançadas do mundo em pesquisa e desenvolvimento denovas tecnologias de baixo impacto ambiental. Por isso, podem oferecer aos países em desenvolvimento instrumentos eficazes para reduzir a dependências de fontes energéticas degradantes e custosas, além de ajudar no crescimento econômico e social para a solução para a pobreza - que foi um dos temas centrais da Rio+20.
Nigéria pede investimento em outros setores
Já o presidente da Nigéria, ao saudar o ministro Edison Lobão, elogiou o setor privado brasileiro e pediu ao ministro que convença o empresariado nacional a investir em setores como energia, petróleo, gás, agricultura e na construção de infraestrutura de portos e aeroportos em seu país.
De acordo com o presidente nigeriano, atos como o firmado entre a Eletrobras e o seu país demonstram o vigor dos laços de amizade e cooperação que unem cada vez mais o Brasil e os países africanos. Em resposta, Lobão destacou o fato de que, desde a sua origem, o Brasil está ligado à África. Ele confirmou que ainda neste ano, em novembro, a presidenta Dilma Rouseff irá à Nigéria com uma grande comitiva de empresários interessados em investir naquele país. Ao final do encontro, os representantes do governo nigeriano distribuíram um documento com uma carteira de potenciais projetos de investimentos na Nigéria.
Fonte: Portal Planalto