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01/07/2013 | News release
distributed by noodls on 01/07/2013 14:32
- Tudo indica que a Petrobras passará os próximos 12 meses sem conseguir grande alteração na produção, repetindo o mesmo quadro pelo terceiro ano consecutivo. Entre 2005 e 2010 o declínio da produção da estatal foi de 32%, chegando a 38% entre 2010 e 2011, e de 40% entre 2011 e 2012. Os balanços de 2012 podem representar a terceira queda total em seus 59 anos de existência. Matéria publicada no jornal Valor Econômico, na edição desta segunda-feira (7), aborda esse desafio: reagir à baixa de produção.
Segundo o economista Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIe), a única chance da empresa brasileira voltar a crescer em 2014 passa por mudança drástica na administração. Para ele, o governo precisa fazer um planejamento em longo prazo, sobretudo, desconectado do calendário eleitoral. "O problema começou com o governo Lula e segue no governo Dilma; o uso das empresas estatais com fins populistas e eleitoreiros", afirma. "A gestão presidencial acabou com a Petrobras. Hoje a empresa vale muito menos, com produção estagnada, e, mesmo batendo recorde de importação de gasolina, apresenta problemas de desabastecimento. É isso que acontece quando utilizam uma peça básica da infraestrutura do país com peça eleitoral", resume.