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11/06/2012 | News release
distributed by noodls on 11/06/2012 07:42
Luciene Cruz - Repórter da Agência Brasil
O Brasil quer aprofundar a discussão sobre a variação das
taxas de câmbio e o impacto sobre o comércio na próxima
reunião do Grupo de Trabalho sobre Comércio, Dívida e
Finanças da Organização Mundial do Comércio (OMC), prevista
para ocorrer no fim do mês. O país enviou novo comunicado
aos membros da OMC sugerindo o tema e pretende, assim,
driblar a resistência ao assunto entre as 20 maiores
economias do mundo.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informa que o
objetivo brasileiro é "balizar as discussões e dirigir o
seu foco para o papel específico que a OMC poderia
desempenhar na correção dos efeitos de distorção do
comércio provocados por desalinhamentos cambiais
significativos e duradouros." O documento também reforça a
posição do Brasil em contribuir para a implementação do
programa de trabalho aprovado pelos membros.
O governo brasileiro endossa a campanha pelo fortalecimento
do real e de outras moedas em relação ao dólar, depois que
as mudanças cambiais começaram a afetar diretamente a
competitividade das exportações nacionais. O documento
destaca "que os dispositivos e os mecanismos atuais são
insuficientes, em vista da dimensão e do tipo de
volatilidade que atinge as moedas no século 21."
Além disso, o comunicado reforçou "que é necessário rever
dispositivos que tratem da variação cambial, visto que a
OMC está desprovida de meios efetivos para fazer frente aos
desafios impostos pelos impactos comerciais das assimetrias
cambiais, tanto no plano macro quanto microeconômico".
Dessa forma, discute-se que alguns países estariam
desvalorizando suas moedas visando a vencer a
competitividade de forma artificial. Segundo o governo
brasileiro, a OMC não possui mecanismos "adequados" para
lidar com as "forças e políticas que causam tais
oscilações". Em contrapartida, a organização internacional
é a "instituição adequada para lidar com seu impacto
comercial". O Brasil espera que os membros da OMC
permaneçam comprometidos com a continuidade do debate sobre
o tema.
Edição: Carolina Pimentel
Fonte: EBC
Publicado em: 06/11/2012