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12/10/2012 | Press release
distributed by noodls on 12/10/2012 14:53
A queda da extrema pobreza não se dá apenas com o crescimento econômico. Para isso, é preciso distribuir renda. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (10), pelo secretário nacional de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Luís Henrique Paiva. Ele comentou a pesquisa feita pela empresa internacional de consultoria Boston Consulting Group (BCG), segundo a qual o Brasil foi o país que melhor utilizou o crescimento econômico nos últimos cinco anos para elevar o padrão de vida e o bem-estar de sua população.
De acordo com a pesquisa, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu a um ritmo médio anual de 5,1% entre 2006 e 2011, enquanto os ganhos sociais obtidos no período são equivalentes aos de um país que tivesse registrado expansão anual de 13% da economia. "A taxa de extrema pobreza de hoje seria pelo menos um terço maior, não fosse a transferência de renda do Bolsa Família. Dependendo do intervalo de ano observado, o programa responde por 15% a 20% da redução da desigualdade", disse o secretário.
O levantamento, divulgado no final de novembro, comparou indicadores econômicos e sociais de 150 países e criou o Índice de Desenvolvimento Econômico Sustentável (Seda, na sigla em inglês), com base em 51 indicadores coletados por meio de diversas instituições, como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional (FMI), Nações Unidas e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
"O Brasil está sendo reconhecido pelo esforço dos últimos dez anos", acrescenta o secretário nacional de Avaliação e Gestão da Informação do MDS, Paulo Jannuzzi. Para ele, os resultados provam que o governo brasileiro está no caminho certo.
Desconcentração da renda ampliou bem-estar
Entre as 150 nações analisadas, o Brasil apresentou o maior ganho de bem-estar nos últimos cinco anos. O país lidera o índice com 100 pontos, pontuação máxima. Aparecem, a seguir, Angola (98), Albânia (97,9), Camboja (97,5) e Uruguai (96,9). A Argentina ficou na 26ª colocação, com 80,4 pontos. O Chile ocupa a 48º posição, e México, a 127ª.
O documento destaca, para esse resultado, a distribuição de renda, principalmente por meio de programas como o Bolsa Família, que contribuiu para redução da extrema pobreza pela metade na última década. Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que o valor aplicado no programa de transferência de renda pelo governo federal produz resultados crescentes no PIB.
"O Bolsa Família acaba sendo um programa com custo muito baixo, de menos de 0,5% do PIB. E cada real investido gera, por meio de um efeito multiplicador, impacto no PIB brasileiro de R$ 1,44. Dessa forma, além de contribuir para a economia local, o programa é significativamente contributivo para a economia brasileira", ressalta Paiva.
Para quem vive na extrema pobreza, o acesso à renda é fundamental, porque permite ter acesso a bens de consumo, reforça o secretário. "Mas sabemos que só transferir renda não é suficiente", acrescenta, lembrando que o MDS trabalha com outros programas para atender essa parcela da população. "Desde assistência social, capacitação profissional, acompanhamento na escola e saúde, para que, além da renda, essas pessoas tenham acesso a outros serviços oferecidos pelo Estado."
Fonte: Portal Planalto