Not yet a member?Join now!|Lost password
02/25/2013 | News release
distributed by noodls on 02/25/2013 18:32
O gasoduto Brasil/Bolívia atravessa cerca de 600 km do território de Mato Grosso do Sul, mas a grande maioria do Estado consome o gás de cozinha que vem da Argentina. Para chegar ao consumidor final, o trajeto do produto inclui navio, gasoduto e caminhão. Trafegam pelas estradas anualmente mais de 540 mil toneladas de gás de cozinha. São 45 mil viagens por ano, totalizando mais de 96 milhões de quilômetros rodados. Estas informações foram dadas pelo senador Ruben Figueiró, em discurso proferido no Senado, nesta segunda-feira (25).
"Imagine o custo disso! Só de diesel o valor é superior, a preços de hoje, a R$ 100 milhões por ano. Mais grave ainda: o perigo que isso representa para a população na logística de seu transporte!"
O parlamentar tucano subiu à Tribuna para reivindicar a implantação de uma Separadora de gás em Mato Grosso do Sul. Segundo ele, o pleito está "engavetado" há mais de uma década. O objetivo da solicitação é otimizar o aproveitamento dos produtos que são transportados pelo gasoduto Bolívia/Brasil.
"Atualmente o Brasil tem 42 separadoras de gás. E nenhuma delas - repito, nenhuma delas - na região Centro-Oeste", lamentou o parlamentar pelo Mato Grosso do Sul.
Figueiró informou que o pedido para implantar a separador de gás em seu estado foi levado aos ex-presidentes Fernando Henrique e Lula, mas que, "infelizmente, até hoje ele se encontra em alguma gaveta da burocracia da Petrobrás, numa evidente negligência e falta de visão", criticou.
Segundo Ruben Figueiró, o gás butano e propano (gás de cozinha) que passa pelo gasoduto em Mato Grosso do Sul é simplesmente queimado na região industrial do Sudeste.
"São milhões e milhões de dólares jogados fora anualmente, num processo que só podemos considerar irracional. Temos que corrigir este erro grave.", alertou.
Desperdício
Atualmente mais de 30 milhões de metros cúbicos de gás saem diariamente de Santa Cruz na Bolívia, e são utilizados nos Estados do Sul e Sudeste brasileiro, sem que haja nenhum aproveitamento residual. Desse total, junto com o gás natural, atravessam 520 mil toneladas de butano e propano. Só essa quantidade, transformada industrialmente, seria suficiente para abastecer de gás de cozinha dos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.
O Senador Figueiró ainda solicitou a realização de novos estudos de viabilidade técnica pela Petrobrás para verificar a possibilidade de instalação da separadora de gás em Mato Grosso do Sul.
Apartes
Ruben Figueiró recebeu os apartes da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e do senador Alvaro Dias (PSDB-PR). Grazzotin comentou a situação energética da região amazônica e solicitou ao governo mais investimento no setor gás-químico. Segundo ela, 40% da energia de Manaus é gerada a gás.
Já o senador Alvaro Dias citou reportagem do jornalista Josias de Souza que denuncia socorro do governo federal às empresas distribuidoras de energia elétrica. Segundo a notícia, o governo busca em segredo uma saída para cobrir um rombo bilionário das empresas distribuidoras de energia que não conseguem autorização do governo para reajustar as tarifas. "Nós estamos vendo a crise de um setor esencial para o futuro da Nação", alertou.