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12/05/2012 | Press release
distributed by noodls on 12/05/2012 17:57
O governo prorrogou até 2013 as condições especiais do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), linha de crédito que financia a compra de bens de capitais (peças e equipamentos usados na produção) e investimentos em tecnologia e inovação. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (5), pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que acrescentou que o programa terá um orçamento de R$ 100 bilhões para financiamentos em 2013.
O programa é implementado por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e objetiva incentivar investimentos e elevar a competitividade da indústria. O ministro anunciou também a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), de 5,5% para 5% ao ano a partir de janeiro. A taxa serve de referência aos empréstimos do BNDES e das linhas de crédito do PSI e atinge, assim, o menor nível da série histórica.
O BNDES terá R$ 85 bilhões para empréstimos aos bancos credenciados junto à instituição. Os R$ 15 bilhões restantes virão da liberação de compulsórios não remunerados - recursos que os bancos privados e públicos são obrigados a manter retidos no Banco Central, informou o ministro Mantega. Ele acrescentou que a expectativa do governo é de que as medidas anunciadas reduzam os custos do setor privado e elevem o investimento em cerca de 8% em 2013, fortalecendo o Produto Interno Bruto (PIB).
O PSI foi adotado em 2009 e terminaria em dezembro deste ano. O novo PSI, informou o ministro da Fazenda, será mais ágil, com liberação de recursos mais rápida. As empresas que não comprarem máquinas e equipamento poderão ser beneficiadas fazer operações de leasing com as mesmas taxas do PSI.
Os juros serão de 3% ao ano no primeiro semestre de 2013 e de 3,5% ao ano no segundo semestre, para financiamento de bens de capital, equipamentos agrícolas, peças e componentes de fabricação nacional, ônibus e caminhões. Para bens de capital do setor de energia e de capital de giro em projetos de investimentos de municípios atingidos por desastres naturais, os juros serão de 5,5% ao ano.
O prazo da maioria das linhas será 120 meses. Apenas as linhas para peças e componentes terão prazo de 36 meses. O prazo de pagamento para as empresas de energia será de até 360 meses, ou 30 anos.
Fonte: Portal Planalto