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11/23/2012 | Press release
distributed by noodls on 11/23/2012 18:16
Os 17.520 novos empregos registrados em carteira no setor industrial em outubro deste ano, contra as 5.206 contratações apuradas no mesmo mês do ano passado neste setor, sinalizam para a retomada do crescimento econômico, segundo o secretário interino de Relações de Políticas Públicas e Emprego do Ministério do Trabalho e Emprego, Rudolfo Torelly, ao anunciar, nesta sexta-feira (23), a evolução da mão-de-obra formal em todo o país.
De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo ministério, em outubro deste ano foram admitidos 1.710.580 e demitidos 1.643.592 de trabalhadores com vínculo celetista, significando a criação de 66.988 novos postos de trabalho, ou seja, alta de 0,17% em relação ao mês anterior (setembro), enquanto houve um aumento de 3,55% nos últimos 12 meses, com 1.358.216 contratações. No acumulado do ano os 1.688.845 empregos representam alta de 4,46%.
O secretário Rudolfo Torelly analisou positivamente o cenário econômico, em vista das 17.520 contratações formalizadas pela industria (+ 0,21%). "Quando a indústria cresce, sempre se observa melhora nos demais setores produtivos", disse ele.
Além da indústria, também apresentaram expansão no nível de emprego o Comércio, com 49.597 postos (+0,58%) e Serviços, com 32.724 postos (+0,21%). Resultados negativos foram registrados na Agricultura, onde houve retração de 20.153 postos (-1,21%), devido principalmente à cultura do café, em Minas Gerais); Construção Civil, com redução de 8.290 postos (-0,27%), decorrente do fim dos contratos e das chuvas; Administração Pública, com perdas de 3.521 postos (-0,42%); Serviços Industriais de Utilidade Pública, com 597 postos a menos (-0,15%); e Extrativa Mineral, com declínio de 292 postos (-0,13%).
Para Torelly o crescimento de 0,21% no setor de serviços ficou abaixo do esperado, porque havia a expectativa de novos contratações para as festas de Natal e final de ano, disse, acrescentando que o governo trabalha com melhor desempeno do setor no mês de novembro.
Sul ultrapassa Sudeste
Por outro lado, os dados do Caged informam que quatro das cinco grandes regiões apresentaram desempenho positivo: Sul, com a abertura de 26.819 postos (+0,38%); Sudeste, com 25.301 postos (+0,12%); Nordeste, 13.747 postos (+0,22%) e Norte, onde foram abertas 1.590 vagas (+0,09%).
Comportamento contrário no Centro-Oeste, com a perda de 469 postos (-0,02%).São Paulo lidera as contratações com 21.067 postos, (+ 0,17%); Rio Grande do Sul, 11.194 vagas (+0,43%); Santa Catarina, 8.969 empregos (+0,47%); Rio de Janeiro, 6.864 postos (+0,19%); e Paraná, com 6.656 vagas (+0,26%).
Os recordes foram registrados em Mato Grosso, com 1.048 postos (+0,17%), e em Roraima, com a oferta de 404 vagas (+0,90%) - a maior taxa de crescimento entre os estados da região Norte. O secretário interino de Políticas Públicas e Emprego observou que as contratações e demissões involuntárias em outubro mostram alta rotatividade da mão-de-obra, o que pode ser explicado pela mudança de emprego. "A rotatividade está comendo solta", disse Torelly.
Caged e IBGE
O nível no desemprego de 5,3%, divulgado na quinta-feira (22), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou números diferentes dos anunciados nesta sexta-feira pelo Caged, informa o Ministério do Trabalho.
O ministério explicou que as metodologias são distintas. O IBGE apura o nível de emprego somente nas regiões metropolitanas, incluído as contratações formais e informais. Enquanto o Caged só registra a evolução das demissões e admissões assentadas nas carteiras de trabalho. Não considera, por exemplo, os trabalhadores informais.
Fonte: Portal Planalto