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02/07/2013 | Press release
distributed by noodls on 02/07/2013 17:19
O acordo, assinado entre Raupp e a vice-presidenta da companhia no Brasil, Karin Breitman, faz parte do Programa Estratégico de Software e Serviços de Tecnologia da Informação (TI Maior), que tem como objetivo alavancar o desenvolvimento do setor no Brasil. Um dos focos do programa é a atração de centros globais de pesquisa e desenvolvimento (P&D) para o país. O centro que a EMC está construindo na capital fluminense é o segundo dos quatro previstos para participar do programa do governo federal. O primeiro foi anunciado pela Microsoft em novembro.
No âmbito do acordo, a EMC vai colaborar com agências governamentais, universidades e indústria privada para empreender iniciativas conjuntas relacionadas a pesquisa, desenvolvimento e inovação em tecnologias de big data (armazenamento e uso de grande volume de dados), computação em nuvem e segurança da informação. Na avaliação do titular do MCTI, as parcerias vão gerar projetos de alcance e benefícios globais, que ajudarão a tornar a indústria de TI no Brasil em pilar para o avanço econômico e social, além de aumentar a competitividade do país e elevar sua posição internacional no setor de tecnologia da informação.
O centro de P&D em big data no Rio faz parte do investimento de US$ 100 milhões da EMC no país, em cinco anos, anunciado em 2011. Será focado, principalmente, em aquisição, análise, colaboração e visualização de dados gerados para a indústria de petróleo e gás. "O centro de pesquisa ainda está sendo construído, mas estamos instalados provisoriamente no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro e já iniciamos os trabalhos. No momento, nossa equipe tem 12 profissionais e já fizemos o depósito para o primeiro registro de patente", conta Karin Breitman, também gerente-geral do centro.
Sobre o pacote de ações de fomento, Raupp não informou o montante a ser anunciado, mas destacou que os bancos regionais de desenvolvimento também serão envolvidos. "Vamos desenvolver um esforço vigoroso para que, nos próximos dois anos, as empresas brasileiras foquem no investimento em inovação. Trabalharemos para integrar os agentes de conhecimento e para transformar esse ativo em bens de valor econômico, daí a importância de termos uma parceria estreita com o setor financeiro", ressaltou o ministro.
Transversalidade
O secretário de Política de Informática do MCTI, Virgilio Almeida, destacou a importância do programa TI Maior. "O acordo hoje celebrado tem cunho colaborativo. E o contexto dessa colaboração é o programa, que fortalece o setor de software e de serviços de TI. O setor corresponde a 4,4% do nosso PIB [Produto Interno Bruto] e é transversal aos outros setores da economia, pois sem inovação nenhum mercado consegue crescer e se desenvolver", disse.
Um dos objetivos do TI Maior é a formação de uma rede global de desenvolvimento científico e tecnológico que conecte centros de geração de tecnologia e busque a criação de ambientes propícios à inovação. Para cumprir esse objetivo, o ministério investirá em anúncios para a contratação de pesquisadores e prestará consultoria institucional para apoiar a estrutura destes centros.
Também participaram da cerimônia de assinatura do acordo o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca, o presidente da Global Enterprise Storage Division da EMC Systems, Brian Gallagher, o vice-presidente e diretor-geral de Desenvolvimento de Novos Negócios da EMC, Joel Schwartz, e o vice-presidente executivo do grupo, Sanjay Mirchandani.
Texto: Juliana Leite - Ascom do MCTI (atualizado em 07/02/2013)