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11/26/2012 | Press release
distributed by noodls on 11/27/2012 08:48
O Grupo Rede Energia afirmou, em seu pedido de recuperação judicial, que a intervenção da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) em suas concessionárias acabou agravando sua situação financeira.
O grupo protocolou o pedido na sexta-feira passada e, nesta segunda-feira (26), a Bovespa suspendeu as negociações das ações da empresa.
Grupo Rede entra com pedido de recuperação judicial em
No pedido de recuperação judicial, cuja cópia foi disponibilizada na Comissão de Valores Mobiliários, os advogados da empresa sustentam que, "além de todas as dificuldades que as requerentes já estavam enfrentando, a Aneel decidiu intervir nas concessionários de energia elétrica do grupo, limitando a atuação dos sócios em suas operações".
"Desse modo, a Rede Energia, Denerge, Vale do Paranapanema e a QMRA -que são empresas de participação e não possuem operação- acabaram por não ter acesso a sua única geração de caixa: os eventuais dividendos que suas subsidiárias lhes proporcionariam", afirma o documento.
O texto também aponta que o pedido não fere a determinação da Medida Provisória 577, que proíbe a recuperação judicial de concessionárias do setor elétrico, uma vez que a solicitação está sendo feita na controladora, que não é empresa operacional.
No mesmo documento, o Grupo Rede informou que sua unidade de comercialização de energia, a CTCE, foi "temporariamente desativada".
O pedido sustenta, porém, que o grupo rede é "plenamente recuperável" e que um entrave importante à sua saúde financeira era a distribuidora paraense Celpa, já vendida para a Equatorial Energia.
A Equatorial e a CPFL, inclusive, estão em tratativas com o Grupo Rede para a compra nas empresas do grupo sob intervenção.
RECUPERAÇÃO
O Grupo Rede -que reúne oito distribuidoras de energia elétrica- apresentou na ultima no final da tarde desta sexta-feira (23) um pedido de recuperação judicial para as cinco empresas que dividem o seu o controle acionário.
O objetivo do pedido é tentar equacionar uma dívida de pelo menos R$ 4 bilhões dessas empresas. No total, o grupo em dívidas de R$ 9,9 bilhões, incluindo dívidas fiscais e de encargos do setor elétrico.
As empresas envolvidas no pedido de recuperação judicial são Denerge, CTCE, QMRA, Rede Energia, EEVP (Empresa Energética Vale do Paranapanema).
A decisão afeta empresas ligadas ao governo federal. O BNDESPar detém 16% do capital total do Grupo Rede Energia. A CEF (Caixa Econômica Federal) tem uma participação ainda maior, de 25%, através do FI-FGTS.
O pedido de recuperação judicial é uma tentativa de salvar a companhia da insolvência. Oito concessionárias do Grupo estão neste momento sob intervenção da Aneel.
A agência interveio no Grupo em agosto deste ano numa tentativa de salvar as empresas de distribuição de energia elétrica e evitar o colapso na prestação do serviço.
A decisão de pedir a recuperação judicial partiu do atual controlador do grupo, o sr. Jorge Queiroz Moraes Júnior, que detém 29% do capital total.
O controlador negocia neste momento a saída do grupo. Ele discute a venda com as empresas Equatorial Energia e CPFL Energia.
A recuperação judicial foi a forma que o grupo encontrou de tentar congelar a dívida e buscar uma forma de quitá-la. O enorme endividamento do grupo é um obstáculo para a capitalização das oito distribuidoras e da geradora.
O mecanismo da recuperação judicial conseguiu resolver o problema de uma das companhias que pertenciam ao Grupo Rede, a Celpa (Companhia de Eletricidade do Pará). A Equatorial assumiu no início de novembro as dívidas da distribuidora e fez uma injeção de capital.
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