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12/10/2012 | News release
distributed by noodls on 12/10/2012 17:29
Curitiba - O deputado estadual Ademar Traiano (PSDB-PR) voltou a criticar nesta segunda-feira (10) "o tratamento pouco respeitoso que o Paraná vem recebendo do governo Dilma Rousseff". O deputado, que é líder do governo na Assembleia Legislativa, apresentou uma prova material desse tratamento desrespeitoso. Um ofício, datado de 16 de agosto de 2012, em que o governador Beto Richa (PSDB) solicitou uma audiência a presidente Dilma Rousseff para tratar de assuntos de interesse do Paraná (entre eles portos, aeroportos e rodovias). O carimbo do protocolo da Presidência da República é datado de 20 de agosto de 2012. "Pois depois de quase 4 meses o Paraná não mereceu sequer uma resposta", disse Traiano.
Segundo Traiano, "esse desrespeito ocorre em um momento em que o Estado dispõe de três ministros (Gilberto Carvalho, Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann), que se mantêm no silêncio da omissão ou da cumplicidade", disse Traiano. O líder do governo apresentou o documento ao rebater questionamentos feitos pelo deputado petista Enio Verri ao governo estadual. "O deputado Enio Verri soltou foguetes na semana passada porque a ministra Gleisi Hoffmann anunciou o repasse de R$ 10 milhões em dinheiro federal para obras no litoral do Paraná. Ótima notícia, não fosse o fato de que o governo federal nos dá R$ 10 milhões com uma mão e retira R$ 1 bilhão com a outra", prosseguiu Traiano.
O líder governista detalhou a forma como o Paraná vem sendo prejudicado na distribuição de recursos federais. "O Paraná vai perder R$ 450 milhões com os prejuízos causados a Copel pela mudança das regras do jogo do setor elétrico; outros R$ 150 milhões com o veto de Dilma a distribuição igualitária dos royalties do petróleo, R$ 100 milhões da Cide e outros R$ 300 do Fundo de Participação dos Estados.", detalhou Traiano.
O líder desmontou ainda o discurso da oposição o governo estadual não apresenta projetos ao governo federal. "O Paraná simplesmente ficou de fora da proposta original do PAC das Concessões, que previa investimentos no setor ferroviário", lembrou Traiano. "A execução desse plano significaria um golpe terrível contra o porto de Paranaguá, contra os interesses do nosso Estado, sob o olhar cúmplice dos três ministros paranaenses que estão lá em Brasília. Foi preciso que o Estado se mobilizasse para incluir a nova ferrovia que vai ligar Cascavel a Paranaguá".
Traiano ressaltou ainda que "na área de aeroportos e hidrovias, pedimos ao governo federal recursos para projetos de modernização de 32 aeroportos municipais e para viabilizar o uso de rios paranaenses para transporte fluvial", recordou Traiano. "As duas propostas aguardam resposta de Brasília. Enquanto isso o Estado investiu R$ 21 milhões com recursos próprios na melhoria dos aeroportos, o dobro do que foi investido nos oito anos anteriores".
O líder do governo lembrou ainda que o governo estadual aguarda uma resposta de Brasília para os pedidos de R$ 6 milhões em recursos do Profaa, que é o programa federal de auxílio aos aeroportos, para os aeroportos de Cascavel e Maringá. "Mas até agora nada", lamentou Traiano.
Para as rodovias federais, Traiano disse que vários estudos foram apresentados ao governo federal. Entre os projetos apresentados estão o contorno norte de Curitiba, a duplicação da BR 163, entre Cascavel e Capitão Leônidas Marques, a continuidade da Norte Sul (a Transbrasiliana), construção e melhorias na BR 158, entre Campo Mourão e Laranjeiras do Sul, e a implantação da BR 101 no Paraná, entre outros. Os investimentos nessas obras somam R$ 4 bilhões, mas até agora não houve manifestação alguma do governo federal. "E estamos falando de rodovias federais e não de rodovias estaduais", ressaltou.
Traiano destacou ainda as inverdades ditas pelo presidente do PT do Paraná, deputado Enio Verri, a respeito da educação. "Quero esclarecer a questão da educação, que é a maior prioridade do nosso governo. O deputado Enio Verri disse que existem R$ 100 milhões do governo federal à disposição do Estado para construção de escolas. Dinheiro que estaria depositado há anos porque o Estado não viabiliza as obras", disse e completou: "Na gestão anterior, gestão que tinha o apoio e a participação do deputado Enio Verri e de seu partido, por vários anos a soma de R$ 199 milhões ficou disponível para que o Estado construísse colégios profissionalizantes, escolas de ensino técnico que facilitariam o acesso de jovens e adolescentes ao mercado de trabalho. Tão logo o governador Beto Richa tomou conhecimento da existência desses recursos determinou expressamente que o Estado tratasse de viabilizar a construção das escolas".
O líder do governo observou ainda que "todas as medidas o governo federal adotou para estimular a atividade econômica e os investimentos e para aumentar o PIB brasileiro fracassaram. A conta desse fiasco tem sido passada para os Estados e municípios, que são os maiores prejudicados com as desonerações, que vêm continuamente perdendo arrecadação na parte que lhes cabe nesses tributos", lamentou Traiano.
Para Traiano, se as medidas tivessem efeito na economia, talvez os Estados e municípios não perdessem tanto. "Mas não é o que ocorre. O PIB ridículo de 0,6% no terceiro trimestre deste ano indica que a economia parou. O deputado Enio Verri falou aqui em 'política econômica brilhante' do governo federal, mas o que vemos é o PIB ridículo de 0,6%".
Segundo Traiano, diante de tanto descaso - e desrespeito ao povo paranaense - o governo do Estado decidiu executar o seu próprio programa de modernização da infraestrutura, o Proinfra, anunciado pelo governador no dia 28 de novembro, em Foz do Iguaçu, no encontro com os prefeitos eleitos. "Diferente do que afirmou o deputado Enio Verri, o Proinfra será, sim, implementado com recursos próprios. Com dinheiro do Tesouro Estadual, com aportes das empresas públicas controladas pelo Estado, especialmente a Copel e a Sanepar, e com financiamentos nacionais e internacionais cujas negociações estão em fase de conclusão", concluiu Traiano.