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01/09/2013 | News release
distributed by noodls on 01/09/2013 11:54
Brasília - Reportagens veiculadas pela imprensa nesta quarta-feira (9) apontam que o possível cenário de colapso energético em 2013 no Brasil pode causar aumento da inflação.
Como os reservatórios estão baixos, o país precisa recorrer às geradoras de matriz térmica. A energia produzida pelas termelétricas tem custo superior, se comparada às hidrelétricas, o que eleva os gastos dos grandes consumidores e, no longo prazo, gera mais custos à população em geral.
Economistas ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo dizem que o cenário energético soma-se a outras pressões sentidas pela moeda nacional - como a volta da aplicação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nas vendas de automóveis - e que por isso deve ter contribuição decisiva para uma maior inflação este ano. O presidente do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE), afirmou em entrevistas à imprensa que "só o risco de racionamento" já traz efeitos danosos à economia.
Para o senador Cícero Lucena (PSDB-PB), o governo federal deve dar respostas precisas ao problema. "A situação nos preocupa no médio e no longo prazo. A estiagem está diante de todos nós, em especial na minha região, o Nordeste. Não sabemos mais qual o verdadeiro potencial de produção de energia do Brasil", afirmou.
Promessas - A necessidade de se usar as termelétricas e sua energia de preço maior ajuda a comprometer a promessa que a presidente Dilma Rousseff fez em outubro passado, quando anunciou, em rede nacional de rádio e televisão, uma diminuição de 20% no preço da eletricidade paga pelos brasileiros.
Reportagem do jornal Folha de S. Paulo revela que as térmicas já demandaram R$ 1 bilhão nos últimos meses e que este custo, em algum momento, será repassado aos consumidores finais.
Na avaliação de Lucena, a situação confirma que a promessa teve caráter eleitoreiro. "Disputei uma eleição [para a prefeitura de João Pessoa] contra um candidato do PT e vi o quanto isso foi utilizado durante a campanha. Um crime eleitoral, na minha opinião", disse.
Ainda antes do início de 2013, a redução de energia anunciada por Dilma já estava comprometida, mas por questões contratuais. A maneira encontrada pela presidente para alcançar o objetivo - a edição de uma medida provisória que revia contratos em curso, aplicados pelos governos estaduais - foi contestada por peessedebistas. "O PT divulgou a medida sem antes negociar com os estados. E não tentou reduzir impostos, o que era da alçada do governo federal", completou o senador.