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11/30/2012 | Press release
distributed by noodls on 11/30/2012 11:43
Notícias
30/11/2012
Indústria e bens de capital mostram sinais de recuperação
Setor de serviços e intermediação bancária contribuíram para PIB menor
O ministro da Fazendo, Guido Mantega, disse hoje estar satisfeito com a reação da economia brasileira às medidas adotadas pelo governo para estimular a economia e afirmou que o resultado terceiro trimestre do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado pelo IBGE, ainda não mostra essa recuperação.
Apesar de o PIB do terceiro trimestre - que apresentou alta de 0,6% na comparação com o trimestre anterior - ter ficado abaixo da expectativa tanto do governo quanto de analistas do mercado, que estimavam 1% de crescimento econômico no período julho/agosto, Mantega está otimista.
"Vários institutos de pesquisa mostram a melhoria da confiança da indústria, do comércio, do serviço e do consumidor. Estou satisfeito com aumento do consumo de cimento, de papel, de papelão ondulado e com aumento da venda de caminhões e veículos", afirmou o ministro.
Segundo ele, o resultado do PIB do terceiro trimestre significa uma melhoria em relação ao segundo trimestre cujo resultado foi revisto pelo IBGE para 0,2%. Lembrou o crescimento de 0,1% no primeiro trimestre, 0,2% no segundo e 0,6% no terceiro trimestre.
"Estamos numa trajetória de recuperação da economia. [O resultado] Não foi tão alto quanto nós esperávamos ou como os analistas esperavam. Nenhum analista previu um crescimento do PIB inferior a 1%", reforçou.
Mantega reconheceu que o crescimento poderia ter sido melhor, mas enfatizou que é preciso olhar para o que está acontecendo hoje na economia. "Há um movimento difuso de recuperação de todos os setores. Esse resultado do terceiro trimestre não mostra toda a reação da economia", ponderou.
Segundo o ministro, a indústria, assim como o setor de bens de capital, está superando as dificuldades. Ele manteve suas previsões de crescimento do PIB para os próximos períodos. "No quarto trimestre, devemos ter crescimento em torno de 1% e, no ano que vem, a economia estará numa trajetória de 4% de crescimento", adiantou.
Ao comentar os números do IBGE, em São Paulo, Mantega destacou o comportamento da indústria de transformação, que teve uma expansão de 1,5% e da construção civil (+ 0,3%). "Eu diria que a indústria de transformação está ganhando velocidade e vai continuar nessa trajetória, refletindo as medidas que o governo tomou para sua recuperação. A indústria da construção também mostra uma retomada".
Ele disse que a surpresa foi com o desempenho do setor de serviços, que apresentou crescimento zero, e contribuiu para o PIB abaixo do esperando. .
O ministro afirmou que ao priorizar a indústria, que é mais afetada pelos efeitos da crise internacional, o governo e também o mercado deixaram de observar o comportamento dos serviços e da intermediação financeira, que recuou 1,3% no terceiro trimestre.
"Isso também foi uma surpresa. Mas é explicado pela menor liberação de crédito dos bancos e pela redução do spread, que significou um faturamento menor dos bancos", explicou.
Ele acrescentou que a intermediação financeira representa 6,3% do PIB. "É um peso grande e afeta as atividades. Faltou compensar a queda das taxas de juros por um volume maior de crédito para que a taxa fosse positiva. Mas os últimos indicadores mostram um aumento do crédito, portanto esse indicador deverá ser diferente no quarto trimestre".
Conforme o ministro, a queda na taxa de juros reduziu a intermediação financeira, mas, por outro lado, essa queda deu um grande estímulo à economia, porque caiu o custo financeiro, do investimento. Além disso, o spread menor incentiva o consumo.
Do lado da demanda, o ministrou destacou o crescimento de 0,9% no consumo das famílias e de 0,1% no consumo da administração pública. Ele disse que as famílias estão mantendo o nível de consumo, mas considerou fraco o desempenho da administração pública (União, Estados e Municípios). "A administração federal manteve o nível normal de gastos de investimento e não explica o crescimento a menor dessa variável".
Sobre o crescimento negativo da Formação Bruta de Capital Fixo (-2%), Mantega afirmou que o resultado era esperando, pois a recuperação desse setor é sempre mais lenta quando ocorre situação de crise. "Mas ela já dá sinais de recuperação no quarto trimestre", adiantou.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social - GMF