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12/17/2012 | Press release
distributed by noodls on 12/17/2012 12:39
Apresentação será nesta terça-feira, dia 18, às 10h, na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, em Brasília
O crescimento do PIB brasileiro nos sucessivos trimestres de 2012 decepcionou, contrastando com pesquisas de avaliação da população. Se quisermos entender esse paradoxo, temos de nos debruçar sobre outras dimensões da experiência humana. Um bom roteiro, encontrado na comissão de notáveis liderada pelos Prêmios Nobel em Economia Joseph Stiglitz e Amartya Sen, sintetiza quatro recomendações de medição: crescimento de média de renda captada em pesquisas domiciliares, grau de inclusão incorporando medidas de desigualdade verticais e horizontais, sustentabilidade dos padrões de vida e percepções das pessoas sobre elas mesmas.
A presente pesquisa mede o binômio progresso/retrocesso brasileiro em 2012 sob a ótica das quatro recomendações da comissão citada acima. A pergunta básica é: o avanço brasileiro observado desde o fim da recessão de 2003 terminou em 2012? E em que dimensões? A pesquisa será apresentada pelo presidente do Ipea, Marcelo Neri, a partir das 10h, na sede do Instituto, em Brasília (Setor Bancário Sul, Quadra 1, Edifício BNDES/Ipea, sala de reuniões do 15º andar.).
Comparamos o crescimento de renda dos brasileiros com aquele observado no Produto Interno Bruto; estudamos se há sinais de retomada após o último resultado do PIB; estendemos as séries de desigualdade de renda; medimos a performance de renda em 2012 de grupos tradicionalmente excluídos - como analfabetos, negros, mulheres, nordestinos e moradores das periferias -; acompanhamos a trajetória das mesmas pessoas ao longo do tempo de forma a avaliar separadamente os riscos de ascensão e de regressão social; levamos a campo pesquisa pioneira com representatividade nacional e padrões internacionais sobre felicidade comparada entre localidades, períodos e países; e estudamos as relações entre renda e felicidade.