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02/13/2013 | Press release
distributed by noodls on 02/13/2013 17:52
Em pronunciamento em Plenário nesta quarta-feira (13), o senador Anibal Diniz (PT-AC) atacou duramente o que chamou de "movimento político" com objetivo de aprofundar a perda de valor de mercado da Petrobras. Em sua avaliação, a estatal petrolífera desempenha função estratégica na economia brasileira e tem condições para superar eventuais adversidades.
- Interessaria a determinados grupos ou segmentos a diminuição de uma empresa que é fundamental para o país não apenas para a questão energética, mas que tem papel fundamental na produção de tecnologia, projetos, na geração de energia e no desenvolvimento de pesquisa? - indagou.
O parlamentar apresentou dados sobre investimento e produção que apontam para uma recuperação da Petrobras no mercado, apesar de reconhecer que "há muito trabalho a ser feito". Para ele, a redução dos lucros da Petrobras em 2012 - o que reduziu sua cotação em bolsa - foi compensada pela "contribuição fantástica" que a empresa proporciona ao Brasil.
- Imagine se a gasolina estivesse custando hoje R$ 5,00 ou R$ 6,00 o litro. Aí a Petrobras estaria dando um lucro extraordinário. Mas como é que estaria o cidadão brasileiro? Alguém tem que ter a coragem de segurar o freio da economia para o bem-estar de todos os brasileiros. E a Petrobras tem tido um papel fundamental nesse sentido - disse.
Anibal Diniz criticou grupos econômicos que, em sua opinião, esperam a privatização da Petrobras, e elogiou os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff por manterem "intacto" o patrimônio brasileiro. Ele avaliou como corajosas as atitudes de Dilma para proteger o país dos efeitos da crise mundial sem ferir os direitos de seguridade social dos trabalhadores brasileiros, e criticou a imprensa por "apontar só os defeitos" do governo.
Em aparte, o senador Paulo Paim (PT-RS) salientou exemplos da recuperação do emprego e renda nos governos Lula e Dilma.
Papa
Anibal Diniz abriu seu discurso comentando o anúncio da renúncia do Papa Bento XVI. Para ele, trata-se de uma atitude corajosa e honesta que chamou a atenção do mundo e elevou o conceito do Papa diante da História. O senador disse esperar que a escolha do próximo Papa seja menos "europeizada", afirmando que a África e a América Latina precisam de maior atenção da Igreja Católica.
Paulo Paim, em aparte, concordou com Anibal Diniz que não é fácil abdicar do poder, no que o Papa "deu exemplo ao mundo".