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11/28/2012 | News release
distributed by noodls on 11/28/2012 09:58
Em reunião no Palácio do Planalto com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o senador Cyro Miranda (PSDB-GO) pediu que o governo federal adie para 2019 o prazo de entrada em vigor do novo acordo ortográfico da língua portuguesa. No encontro, Cyro pediu apoio para a aprovação do Projeto de Decreto Legislativo que tenta solucionar dúvidas levantadas por gramáticos e por outros países que ratificaram o acordo. Segundo o senador, "temos um acordo ortográfico ultrapassado, do século passado, feito na base da decoreba. Queremos que a nova ortografia leve o aluno ao raciocínio, não a decorar regras e exceções."
No Brasil, a previsão para a nova ortografia entrar em vigor é janeiro de 2013. Duas audiências públicas realizadas no Senado com professores e estudiosos da língua portuguesa mostraram que as divergências existentes entre os textos do acordo assinado em 1990 e do vocabulário ortográfico prejudicam a padronização pretendida. Durante os debates, os professores afirmaram haver inadequação do acordo aos padrões didáticos atuais, desvalorizando o raciocínio e o entendimento do aluno. Enquanto Portugal prorrogou para 2015 o prazo de vigência da nova ortografia, países como Angola e Moçambique optaram por não implementar o acordo, alegando que a existência de regras confusas, listas de exceções, incoerências e contradições fortalecem o argumento de que "nem os professores de português aprendem tais regras". Em Cabo Verde o período de transição é maior e somente em 2019 a nova ortografia começará a valer.
"O Brasil quer o mesmo prazo, 2019. Até lá, teremos mais tempo para ouvir os professores, que só foram ouvidos recentemente, nas audiências públicas do Senado. Temos que simplificar a ortografia", afirma Cyro.
Ao final da reunião, Cyro Miranda disse que Gleisi Hoffmann recebeu bem o pedido e prometeu o empenho do governo na questão. "A ministra acha que até mesmo o prazo de Portugal, de 2015, é pouco. Em menos de cinco anos não se faz uma mudança dessas".