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11/06/2012 | Press release
distributed by noodls on 11/06/2012 09:35
Após participar de reunião com a base aliada na Câmara
sobre o projeto dos royaltiesdo petróleo (PL
2565/11), o ministro da Educação, Aloízio Mercadante, disse
que veio à Câmara trazer a posição do governo federal em
defesa do respeito aos contratos vigentes e da destinação
de 100% dos royalties do pré-sal para a educação.
Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff quer deixar essa
nova receita como legado para "um salto de qualidade no
desenvolvimento do País". O projeto está na pauta de hoje
do Plenário, mas ainda não há quórum para iniciar a
Ordem do Dia.
O relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), já alterou o
seu parecer para permitir que 100% dos recursos sejam
destinados à educação. Mas o governo ainda teme insegurança
jurídica em relação aos contratos vigentes. O relatório
determina que a lei entrará em vigor em janeiro de 2013 e,
portanto, poderá ser aplicada aos royalties pagos a partir
desta data.
Para Zarattini, porém, não haverá quebra de contrato porque
as empresas continuarão pagando os mesmos percentuais dos
royalties e de participação especial. O relator afirma que
o texto muda apenas a distribuição dessa arrecadação entre
os estados e municípios.
Votação
Neste momento, os líderes da base ainda estão reunidos na
liderança do governo. O deputado José Guimarães (PT-CE),
que é vice-líder do governo e participa do encontro, disse
que há divergências na base em relação ao texto final e
ressaltou que o relator ainda está fazendo modificações no
substitutivo. Guimarães acredita que o texto
seja apenas discutido hoje em Plenário.
Próximo à sala da liderança do governo, integrantes da
União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira
dos Estudantes Secundaristas (Ubes) fazem manifestação em
defesa do uso dos recursos do pré-sal na educação.
Sobre o investimento na área, o ministro Aloízio Mercadante
lembrou também que
a Câmara aprovou recentemente o Plano Nacional de
Educação (PNE), que prevê o investimento de 10% do PIB no
setor. Segundo ele, os royalties do pré-sal são a única
fonte nova de receita que poderá viabilizar esse
investimento, já que não há possibilidade de o governo
criar novos impostos para gerar os R$ 215 bilhões a mais de
investimento até 2020.
Matéria atualizada às 12h13.